Pavilhão - Projeto final
O pavilhão
O Pavilhão é formado por barras metálicas e tecidos, retomando os mesmos materiais empregados no não-objeto anteriormente desenvolvido.Sua estrutura busca prolongar e reinterpretar a armação já existente no Parque Municipal, criando uma continuidade poética entre o que já estava ali e o que se acrescenta agora.
Pensado para acolher o corpo e convidar ao movimento, o Pavilhão permite múltiplas formas de interação: pode ser vivido como balanço, atravessado como uma cortina de panos ou simplesmente explorado como um espaço de respiro e descoberta. No topo, o intrecciato de tecidos conforma uma área parcialmente coberta, filtrando a luz e criando uma atmosfera mais íntima.
Partindo desses princípios, o projeto do pavilhão foi criado, desenvolvendo:planta, implantação, corte longitudinal e transversal, perspectivas internas e externas e diagramação.
DIAGRAMA AXONOMÉTRICO
O diagrama evidencia uma composição em que circulação, som, natureza e vazio formam um sistema integrado, capaz de produzir uma experiência espacial dinâmica, permeável e sensorial.
As áreas de circulação, destacadas em azul, formam um sistema contínuo que conecta todos os núcleos do conjunto, orientando o fluxo dos usuários e estruturando a relação entre os diferentes volumes. Esses percursos se distribuem radialmente a partir de um ponto central, criando transições suaves entre ambientes internos e externos.
As ondas sonoras, representadas em laranja, atravessam o espaço de maneira difusa, revelando zonas de maior incidência acústica. Elas se propagam sobretudo ao longo dos corredores e entre os blocos circulares, indicando pontos de interação sonora e possíveis áreas de maior vitalidade ou intensidade de uso. A leitura do diagrama sugere que esses vetores sonoros dialogam com o desenho da circulação, reforçando o dinamismo do conjunto.
A vegetação, marcada em verde, atua como elemento suavizador e regulador ambiental. Disposta principalmente nas bordas e entre os eixos de acesso, ela cria zonas de amortecimento visual e sonoro, além de oferecer áreas de permanência mais agradáveis. Esses trechos verdes funcionam como respiros paisagísticos e contribuem para equilibrar a densidade dos percursos.
Os espaços vazios, registrados em rosa, não são áreas inativas; ao contrário, configuram interstícios fundamentais para a articulação do projeto. Eles criam pausas, aberturas e zonas de transição que permitem circulação fluida, possibilitam múltiplas apropriações e reforçam a legibilidade do conjunto. Esses vazios qualificam o ambiente, garantindo que o cenário não seja excessivamente compacto.




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